Vacinas, variantes e Cube Scan: saiba mais sobre esse cenário

Vacinas, variantes e Cube Scan: saiba mais sobre esse cenário

Vacinas, variantes e Cube Scan: saiba mais sobre esse cenário

A pandemia do novo coronavírus trouxe diversos desafios científicos. Entre eles, destacam-se o desenvolvimento de vacinas em tempo recorde e o surgimento de novas variantes. O que geralmente levaria uma década, foi alcançado em onze meses pela BioNTech/Pfizer, primeira vacina do mundo autorizada para uso emergencial, de acordo com o Vaccine Tracker. Nesse cenário, a testagem continua sendo fundamental. O Cube Scan, solução em desenvolvimento na Radiolife, visa o diagnóstico rápido e confiável da doença.

No Brasil, segundo informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), atualmente três vacinas estão aprovadas para uso em caráter emergencial. São elas: a CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan; a Covishield, da farmacêutica Serum Institute of India, em parceria com a AstraZeneca/Universidade de Oxford/Fiocruz e a vacina da Janssen. As duas primeiras fazem parte do Plano Nacional de Imunização (PNI) que está sendo realizado no país. Ainda segundo a Anvisa, duas vacinas alcançaram o registro, que é uma autorização definitiva: Pfizer e Astrazeneca/Fiocruz. Os imunizantes aprovados para uso emergencial têm uma validade temporária.

Além da corrida mundial por uma vacina contra covid-19, outras incógnitas desafiam a ciência e dificultam o combate ao vírus. Recentemente, o surgimento de novas variantes do Sars-Cov-2 tem preocupado autoridades em saúde. A variante B.1.1.7 foi identificada na Inglaterra, a P1 surgiu no Brasil (“variante de Manaus”) e a B.1.351, na África do Sul.

Eficácia das vacinas

Orientações de entidades internacionais e nacionais de saúde, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e Fiocruz mostram que ainda há muitas dúvidas a serem respondidas. Quanto à eficácia das vacinas, os estudos exigidos dos fabricantes para aprovação indicam a eficiência. De acordo com dados da Fiocruz, a vacina Oxford/Astrazeneca apresenta 76% de eficácia já na primeira dose (entre 22 a 90 dias após a aplicação), número que sobe para 82,4% após a segunda dose. Para casos mais graves da doença, a eficácia foi de 100%,

A outra vacina autorizada e em aplicação no Brasil, a Coronavac, tem eficácia de 78% a 100%, conforme dados do Instituto Butantan. A eficácia de 100% é para os casos graves e moderados. Enquanto a taxa de 78% refere-se a casos leves ou que precisaram de atendimento ambulatorial.

Proteção

A OMS ressalta que ainda não há estudos conclusivos sobre se as vacinas garantem proteção de longo prazo. Isso acontece porque as vacinas foram desenvolvidas nos últimos meses, então ainda é cedo para saber sobre quanto tempo dura a proteção. A OMS também explica que ainda não é conhecida a duração da imunidade de quem contraiu a infecção e se recuperou. Embora haja indícios de que a pessoa fica protegida por um tempo, ainda não se sabe exatamente por quanto tempo e o nível de proteção.

Publicação da Opas também aborda a questão das novas variantes. Segundo a entidade, a proteção das vacinas contra as novas variantes do SARS-CoV-2 continua a ser objeto de estudo. “Teremos respostas para essas e outras perguntas conforme mais estudos forem realizados nas populações vacinadas para determinar se a vacinação anual ou com periodicidade diferente será necessária”, diz o site.

Testagem

Para um dos fundadores da Radiolife, Sergio Schirmer, os dados disponíveis até então sobre as vacinas e variantes demonstram que a testagem em massa continua sendo fundamental. “Nenhuma vacina é 100% eficaz, mesmo imunizantes antigos, para outras doenças. Ainda não temos dados concretos sobre a imunidade e continuam surgindo novas variantes. Então, barrar a disseminação do vírus por meio da testagem em massa e isolamento dos infectados é uma importante estratégia”, analisou Schirmer.

De acordo com Sergio, que é um dos criadores do Cube Scan, solução em desenvolvimento na Radiolife para diagnóstico de covid-19, um dos objetivos do equipamento é promover o hábito da testagem. “O Cube Scan não seria utilizado apenas em casos sintomáticos. A ideia é que o teste seja feito antes de entrar em um recinto fechado”, enfatizou Schirmer. O Cube Scan é portátil e o resultado sai em 10 segundos. Ele poderia ser levado para ambientes como escolas, aeroportos e eventos, colaborando para a retomada de atividades com segurança. Atualmente, a Radiolife está buscando autorizações junto às autoridades competentes, como a Anvisa e a FDA (Food and Drug Administration). Quando saírem as autorizações, terá início a comercialização do produto.

Saiba mais sobre o Cube Scan: https://radiolife.co/products/cube-scan/

Imagem: Gerd Altmann por Pixabay 

Fontes:

https://www.covid-19vaccinetracker.org/#Top-of-Page

https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/paf/coronavirus/vacinas

https://portal.fiocruz.br/vacinascovid19

https://butantan.gov.br/noticias/vacina-do-butantan-atinge-100-de-eficacia-para-casos-moderados-e-graves

https://www.who.int/news-room/q-a-detail/coronavirus-disease-(covid-19)-vaccines?adgroupsurvey={adgroupsurvey}&gclid=EAIaIQobChMI_83Xpo3q7wIVlYWRCh039wKjEAAYASAAEgJsnvD_BwE

https://www.paho.org/pt/vacinas-contra-covid-19/perguntas-frequentes-vacinas-contra-covid-19#tab-22475-4

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