Chegando ao final do período de férias no Brasil, em julho, o início de um novo semestre letivo traz novamente a discussão sobre se a retomada das aulas presenciais é segura devido ao contexto da pandemia de covid-19.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) divulgaram um manifesto defendendo a reabertura segura das escolas no último dia 7 de julho, ao final do Seminário “Reabertura Segura das Escolas” realizado pelas Agências em formato online. O texto cita pesquisa recente realizada pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) para o Unicef, indicando que dois em cada dez estudantes brasileiros estão frequentando atividades escolares presenciais. “Quando analisamos esse dado por classe social, as diferenças são enormes. Enquanto 40% dos filhos da classe A podem ter acesso a aulas presenciais, nas classes D e E, eles são somente 16%. A pandemia aprofundou o fosso das nossas desigualdades, e na educação o impacto é ainda maior”, diz o documento.

O Manifesto explica que a educação é um direito fundamental e coloca a preocupação das Agências da ONU com o impacto do fechamento das escolas no aprendizado e desenvolvimento das crianças e adolescentes, além das consequências para a sua saúde mental, nutrição e proteção.

O texto também menciona o mapa de monitoramento interativo da Unesco, segundo o qual, em âmbito mundial, as escolas estiveram fechadas (total ou parcialmente) por 5,5 meses (22 semanas), em média. Na maioria dos países da América Latina, a média fica acima de 41 semanas. No Brasil, ela chega a 53 semanas. “E isso, embora as escolas devam ser as últimas instituições a fechar e as primeiras a abrir – como ocorre em qualquer emergência humanitária”, alertam.

No Brasil, as escolas estão “parcialmente abertas”. Segundo o mapa interativo da Unesco, os dados do dia 18 de julho de 2021 (última data disponível antes das férias escolares) indicam que quase 53 milhões de estudantes brasileiros foram afetados pelo fechamento das escolas durante a pandemia de covid-19. Ainda de acordo com o mapa da Unesco, países como Canadá, Estados Unidos e Alemanha também seguem o mesmo regime, com as escolas “parcialmente abertas”. Já Inglaterra, França, Portugal, Itália e Espanha são exemplos de locais onde as escolas estão totalmente abertas.

Reabertura
Ao mesmo tempo em que defende a reabertura das escolas, o Manifesto da Unesco, Unicef e Opas/OMS deixa claro que essa atitude deve ser acompanhada de cuidados e protocolos sanitários que garantam a segurança da comunidade escolar. “Dentro da escola, é essencial adotar todos os protocolos de prevenção à Covid-19, como uso de máscaras (de acordo com o recomendado para cada idade), higienização das mãos, distanciamento social, etiqueta respiratória, ventilação dos espaços, limpeza e desinfecção dos ambientes, espaçamento das mesas e organização das turmas”, diz o texto.

Além dos protocolos, o posicionamento das Agências enfatiza que o ensino híbrido também pode ser incluído nessa retomada e que a busca ativa dos estudantes é “urgente”. O Manifesto lembra ainda que é fundamental garantir a vacinação dos trabalhadores da linha de frente de serviços essenciais como saúde, educação e assistência social. “Em agosto, começa um novo semestre letivo. É preciso agir agora e reabrir as escolas em segurança para garantir o direito de cada criança, adolescente e jovem brasileiro a uma educação de qualidade”, finaliza o documento.

Testagem
O Cube Scan, solução para diagnóstico da covid-19 em desenvolvimento na Radiolife, foi pensado para contribuir com a criação de um hábito de testagem em massa e frequente. Por ser um aparelho portátil, de simples manuseio e rápido (o resultado sai em dez segundos), poderia ser utilizado diariamente na entrada das escolas, por exemplo. A mesma ideia poderia ser adotada em outras situações como aeroportos e estádios ou qualquer outro ambiente fechado, antes da entrada dos frequentadores. O Cube Scan está em desenvolvimento na Radiolife e, assim que receber as autorizações das agências reguladoras, será iniciada sua comercialização. Saiba mais aqui.

O principal objetivo da Radiolife é melhorar a qualidade de vida por meio da tecnologia. Mas o que é qualidade de vida? Como buscá-la em plena pandemia? Segundo o site Saúde e Bem-Estar, a Organização Mundial da Saúde (OMS) define qualidade de vida como “a percepção que um indivíduo tem sobre a sua posição na vida, dentro do contexto dos sistemas de cultura e valores nos quais está inserido e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. Abaixo, confira dicas sobre qualidade de vida e saúde mental durante a pandemia.

Em primeiro lugar, saúde e qualidade de vida não são a mesma coisa, embora estejam bastante relacionadas. Quando falamos em qualidade de vida, também não estamos falando apenas de saúde física, mas também de saúde mental e aspectos socioeconômicos. Reportagem do site UOL Educação explica que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), por exemplo, foi criado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) como uma iniciativa para contemplar outras variáveis, como características sociais, culturais e políticas, que também influenciam a qualidade da vida humana.

A OMS também destaca que o contexto social e mental foi muito afetado pela pandemia de covid-19, de forma que é normal e compreensível passar por situações de medo, stress e preocupações. Somado a isso, estão as mudanças na rotina provocadas pela pandemia, incluindo as restrições de circulação para conter a disseminação do novo coronavírus. Trabalho remoto, desemprego, ensino online, falta de contato com familiares e amigos são alguns dos fatores dessa nova realidade. Por isso, a OMS recomenda que o cuidado com a saúde mental é tão importante quanto com a saúde física. Algumas dicas sobre qualidade de vida e saúde mental podem ajudar.

Confira dicas sobre qualidade de vida e saúde mental

Um estudo da Fiocruz mostrou que “sintomas de ansiedade e depressão afetam 47,3% dos trabalhadores de serviços essenciais durante a pandemia de Covid-19, no Brasil e na Espanha. Mais da metade deles — e 27,4% do total de entrevistados — sofre de ansiedade e depressão ao mesmo tempo. Além disso, 44,3% têm abusado de bebidas alcoólicas; 42,9% sofreram mudanças nos hábitos de sono; e 30,9% foram diagnosticados ou se trataram de doenças mentais no ano anterior a uma pesquisa coordenada pela Fiocruz, e feita em parceria com outras instituições”. Algumas dicas, baseadas nas recomendações gerais de Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Pandemia de Covid-19, elaboradas pela Fiocruz Brasília, podem ajudar:

  • – Reconhecer e acolher os medos, procurando pessoas de confiança para conversar;
  • – Investir em exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse, como meditação, leitura, exercícios de respiração, entre outros mecanismos que auxiliem a situar o pensamento no momento presente;
  • – Garantir pausas sistemáticas durante o trabalho (se possível em um local calmo e relaxante) e entre os turnos;
  • – Reenquadrar os planos e estratégias de vida, para seguir produzindo planos de forma adaptada às condições associadas à pandemia;
  • – Manter ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas;
  • – Evitar o uso do tabaco, álcool ou outras drogas para lidar com as emoções;
  • – Buscar um profissional de saúde quando as estratégias utilizadas não estiverem sendo suficientes para sua estabilização emocional;
  • – Buscar fontes confiáveis de informação;
  • – Reduzir o tempo que passa assistindo ou ouvindo coberturas midiáticas;
  • – Estimular o espírito solidário e incentivar a participação da comunidade.

A pandemia de covid-19 tem causado diversos impactos desde que foi declarada, em março de 2020. As mudanças são comportamentais, sanitárias, sociais, econômicas. É difícil identificar uma área da vida que não tenha mudado diante da pandemia do novo coronavírus. Não teria como ser diferente, diante de tantos números alarmantes. Em 30 de maio de 2021, eram 16,4 milhões de casos confirmados no Brasil e mais de 461 mil mortes, de acordo com o painel Our World in Data.

Na economia, o jornal Valor Econômico informa que a estimativa mais recente de analistas consultados pelo Banco Central é de queda de 4,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020. Esse número é proporcional ao impacto estimado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na economia global, cuja projeção é de que tenha encolhido 4,4% no ano passado. O FMI também aponta que a taxa de desemprego no Brasil cresceu de 11,9% em 2019 para 13,4% em 2020.

Por outro lado, o impacto causado pela pandemia de covid-19 não se resume aos números da pandemia ou da economia. O estilo de vida mudou. O home office foi adotado em várias organizações, o ensino online tornou-se uma realidade, viagens diminuíram, redobraram-se os cuidados com a saúde. Tudo isso pode levar a outro tipo de impacto, na saúde mental. Um estudo da Universidade de Ottawa (Canadá) concluiu que “(…) a prevalência da insônia chegou a 24%, a do transtorno por estresse pós-traumático alcançou 22%, a incidência da depressão se situou em 16%, e a da ansiedade chegou a 15%”, conforme reportagem do jornal El País.

Impacto

Os números causam preocupação mas também favorecem o surgimento de diversas iniciativas solidárias que visam causar um impacto positivo. Desde o início da pandemia, grupos, instituições e empresas têm se unido para arrecadar doações. Elas são direcionadas aos mais atingidos pela emergência de saúde e promover ações que ajudem a superar esse momento. Segundo reportagem do Estadão, pesquisas com termos sobre “como doar” cresceram 54% entre fevereiro e março de 2021, de acordo com dados do Google Trends.

A ONG Ação da Cidadania arrecadou, entre março de 2020 e maio de 2021, R$ 83 milhões, 16,6 mil toneladas de alimentos, distribuídos para mais de 6 milhões de pessoas. O site de financiamento coletivo benfeitoria.com reúne diversas iniciativas e realiza campanhas para a destinação de recursos para essas ações. Até o momento, mais de R$ 41 milhões já foram mobilizados por cerca de 30 mil colaboradores. E nem só de doações em dinheiro e alimentos vivem os projetos solidários durante a pandemia de covid-19. É possível doar tempo, energia, trabalho, apoio. Confira aqui lista preparada pelo site Ecoa/UOL e atualizada diariamente com informações sobre como e para quem doar.

Radiolife

No caso da Radiolife, causar um impacto positivo já estava entre seus principais valores, mesmo antes da pandemia de covid-19. No dicionário, impacto quer dizer “Efeito que, por sua força, impede ou acarreta mudanças”, entre outros significados. Esse é um dos objetivos da Radiolife: causar mudanças.

Uma mudança urgente é a realização de testes diagnósticos de covid-19 como uma estratégia para frear a disseminação do vírus. Reportagem do Jornal Nacional do dia 26 de maio alerta que o Brasil não faz quantidade suficiente de testes para covid: “Enquanto Chile e Austrália fazem mais de 700 testes por mil habitantes, Brasil faz apenas 149 testes em cada grupo de mil pessoas”, diz a reportagem, baseada em números da plataforma Our World in Data. Segundo a matéria, nos Estados Unidos, “a relação é de mais de 1,3 mil testes por mil pessoas, ou seja, tem gente testada mais de uma vez”.

“Esse é um dos objetivos da Radiolife por meio do Cube Scan. O equipamento para diagnóstico de covid-19 está em desenvolvimento na empresa. Queremos contribuir para a criação de um hábito de testagem em massa. Isso incluiria até mesmo as pessoas assintomáticas”, explica um dos fundadores da empresa, Sergio Schirmer.

O Cube Scan está em desenvolvimento na Radiolife e, assim que receber as autorizações das agências reguladoras, será iniciada sua comercialização. Saiba mais aqui.

Fontes:

https://brasil.elpais.com/internacional/2020-12-24/estudo-confirma-impacto-da-pandemia-de-covid-19-sobre-a-saude-mental.html

https://valor.globo.com/coronavirus/a-economia-na-pandemia/

https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,com-agravo-da-pandemia-saiba-como-fazer-doacao-para-ajudar-no-combate-a-fome,70003664435

https://saude.abril.com.br/bem-estar/16-iniciativas-inspiradoras-contra-o-coronavirus-que-dependem-de-doacoes/

https://benfeitoria.com/canal/rededeapoio

https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2020/03/23/coronavirus-doacoes.htm

https://ourworldindata.org/

https://www.acaodacidadania.org.br/

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2021/05/26/brasil-nao-faz-quantidade-s[…]nte-de-testes-para-covid-e-fica-atras-no-ranking-mundial.ghtml

Foto: Pixabay

Você enxerga o copo meio cheio ou meio vazio? Muitos filmes e livros já mostraram essa reflexão. A quantidade de líquido é a mesma, mas a forma com que você olha para ele é que faz diferença. Segundo alguns estudos, encarar a vida com positividade e otimismo ajuda a ser mais saudável, diminuir o stress e a ansiedade.

Segundo o dicionário Michaelis Online, positividade significa “Atributo do que é positivo”; “Disposição favorável da pessoa a atitudes construtivas”. A positividade também é frequentemente associada ao otimismo, que pode ser definido como “um sentimento abstrato, que faz referência a um olhar positivo para o presente e, principalmente, para o futuro, mesmo em situações de extrema dificuldade”, segundo matéria do Estadão.

Prevenção

De acordo com o site UOL Viva Bem, em 2019, um estudo publicado pelo periódico JAMA Network Open revelou que pessoas que se identificam como otimistas têm cerca de um terço a menos de chance de sofrer um ataque cardíaco ou um AVC. Ainda segundo a publicação, isso não significa que ter atitudes positivas seja sinônimo de cura de doenças, mas os cientistas explicam que ser otimista faz a pessoa ser mais inclinada a ter um estilo de vida mais saudável, com prática de exercícios e atividades ao ar livre, alimentação balanceada e ainda evitando vícios nocivos à saúde, como consumo de álcool, drogas e cigarro.

Para a escritora Heloisa Capelas, autora de livros como “Perdão – A Revolução que Falta” e “Mapa da Felicidade”, os pensamentos negativos tendem a sabotar a saúde emocional, física e mental. Por isso, ela sugere ser importante o olhar atento ao estado de espírito e, em especial, à forma como se lida com obstáculos.

Heloisa lembra que positividade “não significa manter-se alegre o tempo todo, até porque isso é quase impossível”. Segundo ela, na prática, isso significa que você pertence a este mundo e pode controlar a forma como reage a diferentes situações. “Assim, poderá compreender que, se algo lhe acontece, acontece por um motivo. Então, se uma situação ruim ou desagradável surgir, perguntará: para que isso me serve? O que me traz de aprendizado? Essa postura, por si só, já é uma maneira de praticar o otimismo e afastar o pessimismo”, explica Heloisa em artigo para o site Catho.

Positividade e otimismo

A ciência também já apontou que o otimismo e a positividade podem ser cultivados. A Radiolife adotou a positividade como um de seus valores e acredita na força desse hábito. Aí vão algumas dicas para desenvolvê-lo, segundo o neurocirurgião e neurocientista Fernando Gomes, em artigo para a Revista Veja Saúde:

  • Reconhecer um evento positivo da sua vida todos os dias;
  • Identificar qualidades pessoais e observar como se faz uso delas;
  • Estabelecer objetivos alcançáveis e avaliar o seu progresso;
  • Praticar atos de gentileza diariamente;
  • Agradecer.

 

Fontes:
Como o otimismo beneficia a saúde física e mental – Summit Saúde Estadão

Otimismo e positividade são sinônimos de saúde e longevidade – Catho Online

Pessoas otimistas têm menos chances de sofrer com doenas do coração – UOL Viva Bem

Como treinar o cérebro para ser otimista (e saudável) – Revista Veja Saúde

Imagem: Imagem de Engin Akyurt por Pixabay 

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